Em uma escola aonde igualdade é ‘’pregada’’ mas não exercida
, onde gostos pessoais são utilizados como critério para tomada de decisões
,onde preferências sobrepõem o merecimento e a palavra capacidade só é aplicada
de forma positiva á aqueles que a direção julga dignos, no NATA sofremos sim
uma opressão, somos calados e convencidos de que isso é não é nada menos do que
o certo.

Utilizando as palavras de nossas ilustres diretoras ‘’O Nata
é uma FAMÍLIA ‘’ e ao longo desses 2 anos e 10 meses, cada dia mais me convenço
da veracidade dessas palavras, que muito mais pareciam propaganda de margarina
misturada com falso sentimentalismo. E como toda ‘’boa família’’ o NATA tem
falhas como também qualidades, não na mesma medida, obviamente, assim como
estereótipos encontrados em grande parte das famílias. Temos os rebeldes (com
causa mas sem atitude), que julgo ser representado pelos professores que muito
questionam sobre a gestão porém pouco fazem para melhora-la, muito pelo
contrário, aceitam e compactuam com as atitudes muitas das vezes injustas da
mesma -deixando bem claro que não me
refiro a todos- ; temos os ‘’filho-do-meio’’, que são os que realmente dão sua
opinião, que põem a cara a tapa para conseguir melhorias, que se esforçam nos
inúmeros projetos , pra lá de exaustivos, que nossa escola nos propõe, enfim, os
que fazem a escola e que são os marginalizados, classificados como medianos,
por motivos que este humilde escritor(?), a contragosto, desconhece e são calados, fadados a somente assistir os
que são julgados ‘’melhores’’ brilharem, um brilho desmerecido; E por ultimo
,porém não menos importante, temos os preferidos , que são aqueles que ,
convenientemente, as opiniões nunca divergem das da direção, ou se divergem
guardam para si , afinal, tem os filhos-do-meio para lutar por eles, e exercem
suas funções(?) de aluno de forma robótica , quando exercem, e nunca se
envolvem em nada que seja em prol dos alunos ,a não ser que, alguma equipe de
TV apareça na escola , pois , nesse momento, acionados pela direção, eles assumem uma persona de
‘’lutadores’’ e em frente as câmeras agem de acordo com o script e repetem meia dúzia de
palavras vazias. Não vamos esquecer ,também, dos inúmeros privilégios que os
preferidos ganham ,pois, como já diz sua classe eles são os queridinhos ,logo, a
lei que se aplica a nós meros mortais não se aplica a eles que dentre inúmeras
outras coisas : raramente são punidos, ganham informações cruciais
antecipadamente, sempre são selecionados para papéis de destaque, seja em
frente as câmeras, seja em congressos ou festas da escola.
E toda essa hierarquia ridícula e irracional a cada dia nos
decepciona mais (e quando eu falo ‘’nos’’ me refiro tanto a mim quanto a você
que esta lendo esse texto e também esta cansado de carregar nas costas pessoas
que não se esforçam um décimo do que você se esforça e no final ganham a
glória) e nos desestimula a acordar todos os dias para ficar de 07:00 ás 16:40
em um lugar onde não importa o que façamos somos subestimados e deixados de
lado. Em uma escola com recursos tão bons , que ao primeiro olhar para nós alunos da rede estadual/municipal
parece o paraíso, ter tanta insatisfação não pode ser normal!
E eu pergunto á direção da escola , quando vai ser a minha
vez? A nossa vez? Ate quando seremos forçados a ver as mesmas pessoas tomando o
que é nosso por DIREITO, sim POR DIREITO, somos todos iguais perante á lei,
perante ao Governo e , para os que acreditam, perante a Deus e porque a direção
acha que tem que pensar de forma diferente? Igualdade já!
Lucas Guerreiro de Souza.
Não é nenhuma novidade que o NATA sempre destaca os puxa-sacos, apenas as pessoas que acatam com tudo oque eles falam se dar bem! Mas fazer oque néh, são pessoas que não tem personalidade nem opinões formadas!! Nós que sempre proucuramos melhorerias e não concordamos com a injustiça acabamos de certa forma "nos ferrando".